quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Miss Imperfeita


'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem..
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Esse texto é da Martha Medeiros, jornalista que escreve na Revista do jornal O Globo. E que todas tenham o privilégio de ter tempo!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Um ano novo da cor do céu

Está claro que meu tempo não rendeu nos últimos meses e o Saia Bordada ficou carente de posts novos. Mas com a chegada do novo ano, este espaço tem de ser preenchido com coisas boas e lindas, que é o que todo mundo deseja para a sua vida.

Relembrando 2009, sei exatamente o que quero levar para 2010 e deixar tudo azul. E como a cor-tendência para o ano que chega é cheia de significado, combinei com cada desejo uma peça ou ambiente pra gente se inspirar.

O primeiro de tudo: Saúde, para mim e todos que amo. Não só o desejo por ela, mas a busca por ela, diariamente. Nada paga um corpo em perfeita ordem. Por isso, foquei e levo à frente: meu pilates, boa alimentação (com direito a algumas ‘escorregadas’, porque faz parte) e água, muuita água (isso ainda estou aprendendo).













Em segundo, Tranquilidade e Paciência. Juntas, sim, porque são as duas que vão manter minha mente em paz, como num dia de praia, num refúgio de sol e mar.


De posse dos dois primeiros, chego ao terceiro desejo, mas não menos importante: tempo precioso com a família.

Depois, os amigos, poucos e bons. Assim sempre foi e é do jeito que levo em frente. Tenho escolhidos à minha mesa.


Trabalho, muito trabalho, mas com respeito, confiança e paz. Prosperidade nos novos projetos. E tomando conta disso tudo, Deus, grande amigo ao qual desejo me aproximar muito mais a cada dia.


Aproveitando a moda do azul,
misture os tons e
espalhe por aí tudo o
que a cor traz de bom!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mesa posta

Não que eu seja a maior fã do Natal, mas passar a noite do dia 24 para 25 de dezembro sem pelo menos uma ceia maravilhosa, isso não dá. Minha cabecinha começa cedo a pensar na decoração da mesa, da sala, nas lindas travessas onde vão o peru e o pernil.
Este ano que quero reinventar o tradicional, digamos assim. Mas, para quem quer fugir totalmente do vermelho-dourado, não faltam ideias superlegais e cheias de charme. E eu tinha de partilhar minhas pesquisas recentes.
Então, vamos lá!



As fitas de cetim aparecem nas duas propostas acima, num clima despojado e delicado à mesa.

Saia da sala e vá para a varanda ou o quintal. Aqui, o pano de prato faz a vez de jogo americano para deixar a mesa divertida.


Liberdade para as cores: se misturar bolinha com floral, melhor ainda!


Vai uma salada aí? Um self-service fica chique nessa proposta. Cada um monta sua salada com ingredientes selecionadíssimos. O mesmo pode ser feito com as entradinhas servidas nos potinhos de vidro ou acrílico.
Aqui o estilo é tailandês, mas você pode se apropriar da ideia das estampas e flores para servir outras iguarias com a cara das festas de fim de ano. Utensílios de bambu e cestas de palha também caem bem.
Boas Festas!